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Quem sou eu

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"Sou um jovem velho, que busca conhecer o mundo, e aprender a viver de forma intensa. Sonhador e devo dizer corajoso (tanto quanto teimoso), procuro descobrir por mim mesmo tudo que tenho vontade,e assim agregar cada vez mais conhecimento de vida. Sou o que sou à procura de mim mesmo. Em busca de respostas e de conhecimento. Sou imperfeito, porem feliz em minha essência."(2010) Ok... Sou um jovem velho...ja mais velho. Que ainda busca conhecer o mundo, mas que ja pôde ter umas experiencias sobre o mesmo. Ainda sonhador, porém agora mais realista do que antes. Teimoso sempre. Apaixonado pelo o ideal de fazer sempre o que nos sentimos bem, e que se tiver que ser doloroso que sirva de lição. (2016)

sexta-feira, 21 de março de 2014

Frenesi

Vocês tanto pediram...
tanto se esforçaram...
...Com tamanho afunco se dedicaram...
e enfim me irritaram (...)
 Enfim farei a vossa vontade!
Pois a partir daquele instante, daquele insulto impensado.... você conquistaram algo que à tempo ninguém conseguia :êxito.



Êxito em conhecer o que tenho de pior como ser humano... ou em outras palavras simplesmente se tornar meu inimigo.
Hoje será o inicio de seus piores e mais detestáveis pesadelos.
Terão a honra(e a má...péssima sorte) de conhecer quão perigoso pode ser provocar o desconhecido, perturbar o que possa parecer inofensivo e subestimar um passado cujo os fatos e caminhos trilhados vocês sequer imaginam.
Libertar algo que pode (e tenha certeza...sera!) algo que se arrependa imensamente.
Farei com muita maestria e sutileza se sentirem constantemente vigiados, desconfiados e em xeque.
Posso confessar que me causa um frenesi ao imaginar as possibilidades... um prazer enorme em Quem imaginaria... depois de tempos irei retirar minha mascara de bom cidadão e vestir uma vez mais o manto do desprezo,repudio e ódio pleno por alguém.

Espero que possa desfrutar do que estar por vir. 
Ira abaixar a guarda, pensando estar sempre á frente. Sempre no controle. Mas quando der por si. Xeque mate!




R.Rocha



L.

quarta-feira, 19 de março de 2014

O INSANO

Como um passageiro sem rumo ele caminhava em direção ao nada... Sozinho pela estrada ele seguia em frente... Era um garoto aparentemente normal, que perdidos em seus pensamentos fazia seus afazeres do cotidiano como se fosse apenas um robô criado para aquelas tarefas. Os que passam por ele jamais imaginariam... Alias, se quer teriam ideia do caos que se escondia por trás daquele rosto cabisbaixo e sem inocente (...).


Uma criança aos olhos de um adulto, um jovem para a sociedade... Um demônio para si mesmo. Ao retornar de seu trabalho, uma vez mais era tomado pelo seu eu insano. Via-se perseguido por ideias de morte e suicídio. Em tudo que fazia, caminhos em que passavam, situações ele imaginava lhe resultam em apenas um fato: sua morte.

Ali se encontrava ele, ao terceiro dia desde que seu insano voltará a perturbar sua mente. Caminhava lentamente como quem não tinha pressa para retornar à lugar algum. Lagrimas despercebidas escorriam pela sua face e seus olhos fitavam sua frente como se houvesse apenas um vazio. Um passo. Dois passos. Alguns metros caminhados.

Ele observava o céu e as vastas arvores que a cidade possuía. Na rodovia a qual passava, ele observava um à um os carros, caminhões, e demais automóveis que ali transitavam ininterruptamente e logo começa seus temores...

O insano tomava controle  da situação e ali se iniciava seu maior carrasco. Sem se dar conta de como, quando ou porque, ele se imaginava repentinamente caindo em frente aqueles carros e como se fosse real, toda situação em sua mente.

Ou outro momento, se via caindo barranco abaixo, se perdendo na mata e ferindo-se das mais diversas formas e agonizando com a mesma intensidade. Em um instante de controle voltava a observar o céu, na esperança que saísse daquele pesadelo de olhos abertos. Mas em nada ajudava fazer isso. Sentia apenas uma dor, uma solidão em pensar quanto tempo demorariam para sentir sua falta, chegar a conclusão de sua morte ou ao menos poderem tomar alguma atitude.
 

As ilusões de morte não eram o único problema que o Insano causava. As vezes, em dias mais sombrios, ele era mais ardiloso e cruel. Via-se em outro papel, em outra angulo de tudo. Via-se como o carrasco, o juiz e o executor. Imaginava-se matando.


Passado por uma garotinha que brincava afastada de sua mãe cujo esperava a circular. Ele passa e a encara friamente com um desejo doentio e em sua cabeça passa a cena dela sendo jogada (por ele) nos ferros que saíam da mureta a qual ela brincava perto. Um pouco mais a frente, passa ao lado de um senhor também pela calçada e isso basta para que venha a cena dele sendo jogado em frente as motos que desciam velozmente a rua e sorria ao imaginar o resultado.


As lagrimas tomavam mais espaço em seu rosto e já deixavam de ser passadas despercebidas.


Volta a si, próximo a sua casa. Cumprimenta apressadamente seus vizinhos que o olham preocupados com a pressa que se encontra o garoto. Adentra sua moradia, em direto ao seu quarto se joga em sua cama e chora desesperadamente se perguntando o que se passava com ele. Era um louco? Estava doente? Era apenas algum tipo de sociopata ou apenas um suicida? Quanto mais pensava nas opções mais desesperado ficava. Em consequência começa a pensar na família, e em todos que ele sempre gostou mais que estavam a kilometros de distancia e que talvez pudesse nem se importar...